O curso Gestão da Comunicação promove nos alunos a prática da intervenção na realidade por meio de um projeto que o aluno desenvolve durante o curso todo e apresenta ao seu final. Esta prática evidencia como a comunicação, em sua forma mais abrangente, tem caráter estruturante das organizações, estejam elas no setor público ou privado. Veja no vídeo abaixo mais depoimentos de professores e alunos, inclusive sobre alguns projetos desenvolvidos.
Foco na mudança da realidade
Jornalismo, publicidade, relações públicas: universos fragmentados
Segundo Costa, o curso de especialização lato sensu da ECA-USP de Gestão da Comunicação tem por objetivo formar profissionais capazes de atuar no campo da comunicação de maneira integrada, principalmente em função do fato de que a realidade exige a formação de profissionais que estejam acima dos universos fragmentados da publicidade, das relações públicas e do jornalismo:
“Várias pesquisas com jornalistas mostram que muitos se pautam por blogs que são produzidos por não-jornalistas. Em muitos sentidos, a atividade de um repórter em um jornal é pautada ou até regulada pelo fluxo da publicidade no veículo, que termina por promover certos temas e até censurar outros. O assessor de imprensa, que atua no sentido de promover as empresas ou entidades que o remuneram, pode até ser visto como o outro lado da moeda da publicidade, uma vez que ele complementa atividades de promoção de produtos, serviços, empresas e organizações. A realidade cotidiana da atividade de jornalistas, publicitários e relações públicas mostra que estes universos estão mais integrados do que se imagina, daí porque é preciso pensar na formação de profissionais que compreendam essa integração e os riscos que essa integração traz para a sociedade”, adverte.
Veja no vídeo abaixo mais um trecho dos depoimentos de professores e alunos.
Fronteiras entre profissões desaparecem
“As faculdades de jornalista formam milhares de profissionais que vão atuar tanto em veículos de comunicação quanto em assessorias de imprensa que, em muitos sentidos, atuam mais como agências de publicidade. Há os que se formam em relações públicas e vão atuar em mídias online, promovendo sites empresariais ou de organizações de terceiro setor. E uma grande quantidade de publicitários recém-formados vão trabalhar em atividades de atendimento direto ao consumidor, via centrais de tele-marketing. As fronteiras que antes delineavam essas esferas de atividades estão desaparecendo, o que aponta para a necessidade de se pensar a comunicação de forma mais abrangente, inclusive e principalmente a partir das questões teóricas”, explica Costa.
Veja no vídeo baixo mais um trecho de depoimentos de professores e alunos do curso.
A comunicação mudou
As profissões dominantes no campo da comunicação organizacional e social como jornalismo, relações públicas e publicidade não conseguem mais dar conta, de modo isolado, da complexidade do mundo moderno, especialmente em função da ascensão das mídias online e redes sociais, que, em muitos sentidos, tornaram fluídas as fronteiras entre essas atividades. As faculdades de jornalismo, relações públicas e publicidade formam profissionais para um mercado que já mudou e demanda um outro tipo de profissional.
Segundo Maria Cristina Castilho Costa, Professora da Universidade de São Paulo e Coordenadora do Curso de Gestão da Comunicação da ECA-USP, enquanto alguns ainda debatem se blogueiro é jornalista, a realidade tem mostrado que é preciso pensar a comunicação social de forma mais integrada, debatendo, inclusive, os aspectos éticos relacionados à atividade de um comunicador que ora se comporta como jornalista e ora atua como publicitário ou porta-voz de empresas, na atividade de relações públicas.
Veja no vídeo abaixo depoimentos de professores e alunos do curso Gestão da Comunicação, que abre inscrições entre 23/02 e 05/03.






